Cooperativa Regional Itaipu - 22º Itaipu Rural Show: Pesquisador Marcos Veiga fala sobre fatores que interferem na qualidade do leite

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22º Itaipu Rural Show: Pesquisador Marcos Veiga fala sobre fatores que interferem na qualidade do leite

Não há fazenda de leite sem casos de mastite. Esse é um desafio que os produtores precisam lidar no dia a dia para que a inflamação na glândula mamária não comprometa a rentabilidade da ordenha nem afete a qualidade do leite.

Foi com esse recado que o professor do Departamento de Nutrição e Produção Animal da USP-São Paulo, iniciou sua palestra sobre qualidade do leite, nesta quinta-feira, às 14 horas, no 22º Itaipu Rural Show.

A produção de alimentos com qualidade e segurança é uma responsabilidade de todo o setor produtivo, desde a produção da matéria-prima até a industrialização e venda ao consumidor. E esta responsabilidade é ainda maior para a nossa cadeia produtiva, uma vez que o leite é considerado um alimento nobre de importante valor nutricional, principalmente para crianças e idosos.

Os mercados estão cada vez mais preocupados com as exigências de qualidade e principalmente com a inocuidade dos produtos oferecidos ao consumidor. O termo “qualidade do leite” é atualmente muito utilizado, dada a importância que adquiriu no setor de produção, e pode ser caracterizado como um alimento livre de agentes patogênicos e outros contaminantes (resíduos de antibióticos e pesticidas), apresentando reduzida contaminação microbiana, sabor agradável, adequada composição e baixa contagem de células somáticas.

Ainda de acordo com Marcos Veiga, a qualidade do leite gera competitividade no setor do agronegócio e todos ganham: produtor, indústria e consumidor.

As Normativas do Leite

A Instrução Normativa 76 trata das características e da qualidade do produto na indústria. Na Instrução Normativa 77, foram estabelecidos critérios para obtenção de leite de qualidade e seguro ao consumidor. As regras abrangem desde a organização da propriedade rural, suas instalações e equipamentos, até a formação e capacitação dos responsáveis pelas tarefas cotidianas, o controle sistemático de mastites, da brucelose e da tuberculose.

Conforme Marcos Veiga, a ação efetiva de todos os elos da cadeia produtiva permitirá avanços na qualidade do leite no país e também na abertura de novos mercados internacionais. Orientação é perseguir os parâmetros de excelência e qualidade dos produtos em nível mundial, mas levando em conta as realidades regionais. Esse movimento já está sendo realizado pela Cooperitaipu através da sua equipe técnica. Os índices de qualidade do leite dos produtores da Itaipu estão entre os melhores do Brasil.