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Academia do Leite: CowSignals – “conversando” com as vacas leiteiras

Não é de hoje que eu falo que formular a dieta das vacas leiteiras é a parte mais fácil do trabalho de um nutricionista. O difícil é fazer com que as vacas comam exatamente aquilo que foi previsto pelo nutricionista e também que tenham o mesmo ambiente que foi considerado pelo nutricionista na hora de formular a dieta”.

Esse é o resumo do que foi discutido nesta sexta-feira (13/09), no Módulo 6 da Academia do leite Cooperitaipu, cujo tema foi: CowSignals, ministrado pelo Engenheiro Agrônomo Alexandre Pedroso, Consultor Técnico Nacional em Bovinos Leiteiros da Cargill Nutrição Animal – Nutron. Aula teórica realizada na Matriz e a prática na propriedade do associado Nério Cecon.

Segundo Alexandre, para identificar os fatores que podem interferir com o consumo, é preciso “escutar o que as vacas nos dizem”, e muitas vezes técnicos e produtores são arrogantes e não dão ouvidos “às vozes” do rebanho. Obviamente as vacas não falam, mas nos dão inúmeros sinais (signals) de que as coisas podem não estar indo muito bem.

O consultor possui a certificação CowSignals Certified Master Trainer. “Eu sempre procurei dar atenção a isso, mas só aprendi, de fato, a entender “o idioma das vacas” depois de fazer o treinamento em CowSignals”, explica Pedroso. Trata-se de uma metodologia simples, mas poderosa para identificar e interpretar os sinais que as vacas dão e, assim, poder tomar as decisões mais assertivas, dando às vacas a melhor condição possível para que desempenhem eficientemente o seu papel.

Alexandre Pedroso repassou aos técnicos de leite da Cooperitaipu o conceito CowSignals, que baseia-se no princípio de que para serem saudáveis, as vacas leiteiras necessitam ter os “seis benefícios” da natureza: comida, água, luz, ar, espaço e descanso. Vacas saudáveis são vacas rentáveis, esse é o lema.

Se as vacas não conseguem andar ou descansar com conforto, provavelmente vão produzir menos leite. Uma vaca que tem conforto não precisa destinar energia extra para “sobreviver” ao ambiente”, finalizou ele.